Cientistas querem salvar ambiente ‘poluindo’
SÃO PAULO – Pesquisadores da Alemanha, Índia e Grã-Bretanha irão mudar, esta semana, a composição do oceano a fim de florescer o plâncton.
O plano é acrescentar cerca de 20 toneladas de sulfato de ferro em uma área de 482 quilômetros quadrados, entre o Cabo da Boa Esperança e o Cabo Horn. Com a medida, as águas com pouco ferro teriam um crescimento vertiginoso do plâncton, que absorveria o dióxido de carbono.Os cientistas esperam que, quando o plâncton morrer e o corpo afundar nas profundezas oceânicas, carregará carbono e o manterá para fora da atmosfera durante séculos. Este fenômeno em larga escala, de acordo com os estudiosos, ajudaria a evitar alterações climáticas e aumentaria a quantidade de alimentos para as baleias.
O estudo é guiado pelo Instituto Alfred Wegener para Pesquisa Polar e Marinha, em Bremerhaven, na Alemanha, e do Instituto Nacional de Oceanografia em Goa, Índia.
A experiência, porém, é ameaçada por ambientalistas espalhados pelo globo, que alegam que viola o direito internacional, além de ter capacidades danosas ao ambiente.
A prática de despejar ferro no oceano poderia liberar metano e óxido nitroso, que são grandes causas do aquecimento global. Outro problema seria que o crescimento do plâncton absorveria a luz solar e aqueceria as águas superficiais, alterando assim, o clima.
A ONU, na última Convenção de Diversidade Biológica, em maio, proíbe a prática, mas permite exceções para “uma pequena escala de investigação científica nas águas costeiras”.
Os ambientalistas contrários à prática acionaram o Ministro do Ambiente da Alemanha para parar o experimento. O resultado do trâmite deve sair no início desta semana – data prevista para iniciar o experimento.
O Instituto Alfred Wegener acusa os opositores de “perturbadores” e que estão apenas “querendo chamar a atenção para si”.
Fonte: Plantão Info












